Jornalismo do centro do mundo

Dom Phillips morreu enquanto investigava, junto aos povos da Floresta, modos de salvar a Amazônia. A cena no território Yanomami, em Roraima, foi registrada em 2019. Foto: João Laet/AFP

O jornalista britânico Dom Phillips foi assassinado no dia 5 de junho de 2022, no Vale do Javari, na Amazônia brasileira. Ele viajava ao lado do indigenista Bruno Pereira, o primeiro a morrer. Dom fazia entrevistas para o livro-reportagem Como Salvar a Amazônia. As balas interromperam a busca por respostas na Floresta, mas o livro foi finalizado numa ação conjunta de amigos de Dom.

O objetivo do jornalista era mostrar que, ao escutar os povos da Floresta e agir coletivamente, seria possível reverter desafios políticos, pressões do agronegócio e ameaças do colapso climático. Completar sua obra é uma mensagem poderosa de que as balas não calarão jornalistas, porque outros terminarão o seu trabalho. “Este não é apenas um livro, mas um movimento”, disse Jonathan Watts, durante um evento de lançamento no Hay Festival, no País de Gales, em 31 de maio. Watts, cofundador de SUMAÚMA, é responsável pela coordenação e edição do livro.

“Dom Phillips foi assassinado, mas os assassinos não conseguiram calar a sua voz. Dom vive neste livro e nos afetos que permitiram que fosse terminado”, diz Eliane Brum, cofundadora e diretora de redação de SUMAÚMA. Eliane assina o capítulo de transição entre a escrita de Dom Phillips e a sequência de capítulos completada por seus amigos.

Como Salvar a Amazônia está sendo lançado simultaneamente no Reino Unido e no Brasil, onde chega pela editora Companhia das Letras – nos Estados Unidos, o lançamento será no dia 10 de junho. A tradução ao português é de Berilo Vargas, Denise Bottmann e Pedro Maia Soares.

Leia nesta página, com exclusividade, a íntegra do primeiro capítulo do livro, escrito integralmente por Dom Phillips.


Como Salvar a Amazônia: uma Busca Mortal por Respostas
Autor: Dom Phillips
Coordenação e edição: Jonathan Watts
Colaboradores: Andrew Fishman, Beto Marubo, David Davies, Eliane Brum, Helena Palmquist, Jon Lee Anderson, Jonathan Watts, Rebecca Carter, Stuart Grudgings, Tom Hennigan e Tom Phillips
Tradução: Berilo Vargas, Denise Bottmann e Pedro Maia Soares
Editora: Companhia das Letras (384 páginas)


Edição de arte: Cacao Sousa
Edição de fotografia: Lela Beltrão
Checagem: Plínio Lopes
Revisão ortográfica (português): Valquíria Della Pozza
Montagem de página e acabamento: Natália Chagas
Coordenação de fluxo editorial: Viviane Zandonadi
Editora-chefa: Talita Bedinelli
Diretora de redação: Eliane Brum

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